Duvidas são armadilhas filosóficas que o próprio ser faz para o não-ser.
Débora Becker
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Thélos
A verdade é como uma fé, que é motivada na esperança de que uma crença ou sentimento pode ser real.
Débora Becker
Débora Becker
a angustia sente...
Angustiar-se é compenetrar-se na profundeza da alma, buscar o recôndito luminoso da imensidão de um ser. A angústia é uma dádiva, e saber angustir-se com maestria o fármaco da plenitude. Se a angústia provoca angústia, ela própria é capaz de findar-se.
Débora Becker
Débora Becker
Sobre a verdade: entre os conceitos de Aristóteles e Heidegger.
A Filosofia está para a verdade, e esta é aquilo que algo é de acordo com a sua totalidade, “quanto mais algo é, mais tem de verdadeiro”- ou seja, é a essência de um ser, a sua realidade, que o torna verdadeiro. Para Heidegger a essência da verdade encontra-se na liberdade, e ela é o símbolo daquilo que acontece e que pertence a individualidade do ser. Então, como a verdade está na totalidade se a liberdade como verdade encontra-se na individualidade?! Assim como para Aristóteles, também para Heidegger o verdadeiro se resume naquilo que de fato é. A não verdade se contrapõe a verdade, sendo por isso aquilo que aparenta ser, mas que, no entanto não é real.
A finalidade da Filosofia é a verdade, e a da ciência prática a ação, logo, a filosofia transcende a prática, pois considera aquilo que permanece e é, e não o como, o relativo. A filosofia quer saber a causa enquanto a ciência prática quer desvendar o como. A causa é a verdade daquilo que é real e a filosofia quer conhecer a causa por intermédio da veracidade dos entes. Não existe verdade sem causa, portanto não há infinitude, já que a filosofia parte de uma causa primeira e destina-se a uma causa última e por isso finita. Assim, “a finalidade mais próxima será sempre a mais adequada e veríssima.”
Aristóteles, em seu livro II de Metafísica entoa a obscuridade do diferente, sendo este o incomum, o desconhecido. A verdade é aquilo que nos é comum, entretanto nem sempre aquilo que nos aparenta claro e definido é fácil de ser alcançado. Por isso é necessário distinguir o que é conhecido daquilo que não nos é comum. A busca de uma verdade é motivada pela diferença, pelo desconhecido, entretanto o que é claro e verdadeiro é o que deve ser alcançado. Logo, a substância primeira é obscura, distinta, nada habitual enquanto que a sua finalidade é visível e comum, mas para chegar-se até ela é preciso estar focado na verdade, e a verdade só pode ser aquilo que é, ou então aquilo que não pode ser e por isso não é. A busca da verdade torna-se uma tarefa difícil quando desejamos encontrar a verdade universal, e não uma verdade subjetiva e individual.
Para Heidegger, o conceito verdade é designado por desvelamento, ou o velar como essência do ser, que se desvela na proposição “a essência da verdade é a verdade da essência". Para ele o ser-aí é a essência da verdade, ou melhor, é a verdade daquilo que existe e que, portanto é. O desvelamento é a verdade do ser, assim ao desvelar o ente esconde-se o ser, e o desvelar é um modo de descobrir a entidade do ser, a sua essência. E a filosofia é o desvelar da verdade que habita as profundezas da alma do ser, sendo ela o modo de atingir a plenitude do ente, ou seja, a realização da sua finalidade.
Débora Becker (2008/2)
Referencias:
COLEÇÃO OS PENSADORES. Aristóteles. In:Metafísica. p.239-243. Tradução de Vincenzo Cocco. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
COLEÇÃO OS PENSADORES. Heidegger. In:Conferencias e escritos filosóficos. P.207-343. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
A finalidade da Filosofia é a verdade, e a da ciência prática a ação, logo, a filosofia transcende a prática, pois considera aquilo que permanece e é, e não o como, o relativo. A filosofia quer saber a causa enquanto a ciência prática quer desvendar o como. A causa é a verdade daquilo que é real e a filosofia quer conhecer a causa por intermédio da veracidade dos entes. Não existe verdade sem causa, portanto não há infinitude, já que a filosofia parte de uma causa primeira e destina-se a uma causa última e por isso finita. Assim, “a finalidade mais próxima será sempre a mais adequada e veríssima.”
Aristóteles, em seu livro II de Metafísica entoa a obscuridade do diferente, sendo este o incomum, o desconhecido. A verdade é aquilo que nos é comum, entretanto nem sempre aquilo que nos aparenta claro e definido é fácil de ser alcançado. Por isso é necessário distinguir o que é conhecido daquilo que não nos é comum. A busca de uma verdade é motivada pela diferença, pelo desconhecido, entretanto o que é claro e verdadeiro é o que deve ser alcançado. Logo, a substância primeira é obscura, distinta, nada habitual enquanto que a sua finalidade é visível e comum, mas para chegar-se até ela é preciso estar focado na verdade, e a verdade só pode ser aquilo que é, ou então aquilo que não pode ser e por isso não é. A busca da verdade torna-se uma tarefa difícil quando desejamos encontrar a verdade universal, e não uma verdade subjetiva e individual.
Para Heidegger, o conceito verdade é designado por desvelamento, ou o velar como essência do ser, que se desvela na proposição “a essência da verdade é a verdade da essência". Para ele o ser-aí é a essência da verdade, ou melhor, é a verdade daquilo que existe e que, portanto é. O desvelamento é a verdade do ser, assim ao desvelar o ente esconde-se o ser, e o desvelar é um modo de descobrir a entidade do ser, a sua essência. E a filosofia é o desvelar da verdade que habita as profundezas da alma do ser, sendo ela o modo de atingir a plenitude do ente, ou seja, a realização da sua finalidade.
Débora Becker (2008/2)
Referencias:
COLEÇÃO OS PENSADORES. Aristóteles. In:Metafísica. p.239-243. Tradução de Vincenzo Cocco. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
COLEÇÃO OS PENSADORES. Heidegger. In:Conferencias e escritos filosóficos. P.207-343. São Paulo: Abril Cultural, 1973.
domingo, 16 de agosto de 2009
Dona FILÓ- SÓ- FIA
Dona Filó é uma vovó
Dona Filó não vive só
Vive com Sofia..
Sofia é diferente, sabe, não é bem como a gente!
Ela é uma gatinha, fofinha e inteligente
Dona Filó fia a linha e faz Filosofia..
O que Filo além da linha fia?
Uma linha de sabedoria.
Débora Becker.
Dona Filó não vive só
Vive com Sofia..
Sofia é diferente, sabe, não é bem como a gente!
Ela é uma gatinha, fofinha e inteligente
Dona Filó fia a linha e faz Filosofia..
O que Filo além da linha fia?
Uma linha de sabedoria.
Débora Becker.
Poeta da alegria...
Vou me soltar
preciso espaço para imaginar
e a criatividade poder impregnar..
Estou a filosofar, deixo a fantasia levitar
e encarnar o poeta existente aqui..
O poeta que quer compreender o mundo
pela arte e escrevê-la muda, na pintura.
Estou a voar na pipa do pensar,
planando sobre cidades vazias,
com favelas e burguesias.
Vejo crianças sozinhas,
sem casa, nem comida,
sem nenhuma saída..
Preciso levar o saber
Soltar pipas e balões,
fazer o amor vagar pelo ar e imensidões..
Eu vou..
Voar alto, e viajar pelo desconhecido
pintando em telas as lágrimas
de um retirante esquecido..
Tocar os bordões dos violões e pular portões..
Analisar as baratas e suas condições..
Enfim,
Descobrir e abrir muitos corações..
Débora Becker (2002)
(Alterações feitas em Agosto/2009)
preciso espaço para imaginar
e a criatividade poder impregnar..
Estou a filosofar, deixo a fantasia levitar
e encarnar o poeta existente aqui..
O poeta que quer compreender o mundo
pela arte e escrevê-la muda, na pintura.
Estou a voar na pipa do pensar,
planando sobre cidades vazias,
com favelas e burguesias.
Vejo crianças sozinhas,
sem casa, nem comida,
sem nenhuma saída..
Preciso levar o saber
Soltar pipas e balões,
fazer o amor vagar pelo ar e imensidões..
Eu vou..
Voar alto, e viajar pelo desconhecido
pintando em telas as lágrimas
de um retirante esquecido..
Tocar os bordões dos violões e pular portões..
Analisar as baratas e suas condições..
Enfim,
Descobrir e abrir muitos corações..
Débora Becker (2002)
(Alterações feitas em Agosto/2009)
Vôo do tempo...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Cantoria na chuva...
Nebuloso o céu ficou, mas no entanto a alegria de uma cantata o animou.. Canarinhos alegres a voar, tomaram cada um o seu lugar e no ipê descabelado puseram-se a cantar..
Débora Becker
Fotografia: por Débora Becker
Título: Entre pingos e nuvens(09/08/09)
Assinar:
Comentários (Atom)
