Carregado pela fé e pela coragem, Pietro Gasperin deixou a Região do Vêneto, na Itália para buscar no Brasil um cantinho para “lavorar”. Passou meses em um navio a vapor junto de seus compatriotas enfrentando a fome, o frio e a morte. Ao chegar no Brasil renasceu e escolheu como cenário da esperança o Rio Grande do Sul, onde em Nova Vicenza, hoje Farroupilha, construiu uma história fundamentada em valores que perpassam gerações. Desbravou a mata, e no lote de terras cedido pelo governo buscou o sustento de toda a família que estaria por vir, pois foi ali que encontrou sua amada: uma bela e prendada “ragaza” chamada Ana Maria de Bona, companheira desconhecida da viagem além-mar. A união frutificou em 14 filhos, dentre eles meu avô Miguel Archangêlo.
Nono Archangêlo nos contava que Bisa Pietro e Bisa Ana haviam sofrido muito, enfrentaram dificuldades na viagem e no Brasil, mas foi devido a sua força arrebatadora e a fé em Deus que conduziram sua trajetória de vida em valores contundentes que embasam a nossa educação hoje. Em terras brasileiras Bisa Pietro e seus companheiros plantavam milho para fazer a polenta, uva para fazer o vinho, trigo para fazer o pão;colhiam pinhões e nos tempos de crise faziam deles a farinha para alimentar os filhos. Bisa Ana cuidava dos afazeres domésticos e do linho plantado pelo bisa fazia o fio na roca, no tear o tecido e posteriormente confeccionava as roupas da família. Os filhos ajudavam na lida, os homens faziam pipas, móveis, vinho, farinha e as mulheres cestos, chapéus, roupas. O trabalho era árduo e foi em meio às dificuldades e as alegrias que, com muito amor construíram uma história indissolúvel ao tempo.
Bisa Pietro e Bisa Ana são exemplos a seguir, assim como todos os imigrantes que buscaram nesta terra maravilhosa e rica o chão da prosperidade.
Débora Becker
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